Em 2026, pequenas e médias empresas (PMEs) terão uma porta de entrada sem precedentes no mercado de capitais brasileiro. Com o lançamento do Regime Fácil na B3, o acesso a títulos de renda fixa e ofertas de dívida se torna muito mais acessível.
A partir de 2 de janeiro de 2026, PMEs com faturamento anual de até R$ 500 milhões poderão se listar na B3 sob o novo Regime Fácil. Essa iniciativa visa estimular o desenvolvimento de empresas fora dos grandes centros e incentivar a participação do investidor pessoa física.
O principal objetivo é promover redução significativa de custos e burocracia sem abrir mão da transparência e da governança necessárias para preservar a confiança do mercado.
O Regime Fácil moderniza o processo de abertura de capital para PMEs, mantendo obrigações essenciais, mas eliminando etapas redundantes. Entre as facilidades estão:
Mesmo com essas simplificações, as PMEs devem manter estrutura de S/A, conselho de administração e divulgação contínua de informações financeiras.
As PMEs poderão captar recursos por meio de três modalidades principais de oferta pública:
A oferta direta, exclusiva do Regime Fácil, promete agilidade e custos mais baixos, permitindo que as empresas se concentrem em suas atividades principais.
Em 2026, o mercado de renda fixa deve oferecer retornos atrativos, sustentados por uma Selic estimada em 12,25% e um IPCA de 4,05%, resultando em um juro real de 8,19%. Espera-se ainda que o CDI médio alcance 13,6%, com cortes graduais a partir de março.
Essas condições tornam atraente o investimento em títulos de crédito privado e papéis soberanos indexados ao IPCA.
Esses instrumentos constituem a base de uma carteira sólida, equilibrando segurança e potencial de retorno.
Para aproveitar plenamente o Regime Fácil, recomenda-se que PMEs adotem uma estratégia de diversificação e liquidez eficaz. Uma carteira sugerida para 2026 inclui:
20% em títulos pós-fixados, 30% em IPCA+ de curto prazo, 10% em pré-fixados, 20% em longo prazo e 20% em instrumentos de maior risco selecionados.
É fundamental aplicar critérios rigorosos de análise de crédito, privilegiando emissores com histórico robusto e demonstrada capacidade de pagamento. A participação de investidores pessoa física também é determinante para o sucesso das ofertas, aumentando o volume negociado e reduzindo o custo do capital.
Com o Regime Fácil, pequenas empresas ganham acesso facilitado a investidores de varejo e instrumentos de dívida que antes eram restritos às grandes companhias. Para emitir seus títulos, as PMEs devem se cadastrar na B3, preparar o Formulário Fácil e engajar um intermediário para distribuir a oferta ao mercado.
Investidores podem adquirir esses papéis diretamente por suas corretoras, aproveitando as condições favoráveis de juros e os benefícios fiscais. Assim, cria-se um ciclo virtuoso de crescimento, potencial de crescimento e governança robusta, fortalecendo o ecossistema empresarial brasileiro.
Referências