O anúncio da Medida Provisória 1.303/2025 trouxe impactos profundos no cenário financeiro. A partir de janeiro de 2026, ativos antes isentos sofrerão tributação unificada de 17,5%, exigindo uma revisão de estratégias.
Investidores que valorizam a segurança e a previsibilidade dos rendimentos precisam agir com antecedência para preservar ganhos e ajustar portfólios.
Atualmente, o investidor pessoa física beneficia-se de alíquotas regressivas e isenções em diversos títulos de renda fixa. A nova regra mira unificar essas alíquotas, simplificar o sistema, mas elevar a carga tributária.
Essa mudança impacta portfólios com ativos isentos, exigindo realocação antes de 2026.
Até a implementação da nova regra, os investidores podem aproveitar títulos que oferecem rendimentos sem IR:
Esses ativos representam oportunidades de preservação de capital até o fim das isenções.
Com mudanças à vista, o investidor precisa agir de forma tática para maximizar o rendimento líquido dos investimentos e reduzir a carga tributária futura.
Considere um CDB com rentabilidade bruta de 12% ao ano. Sob a regra atual, investindo por mais de 720 dias, paga-se 15% de IR, resultando em rendimento líquido de 10,2%.
Com a alíquota fixa de 17,5%, o rendimento líquido cairia para 9,9%, uma diferença de 0,3 ponto percentual. Já uma LCI que rende 8% ao ano continuaria isenta até 2026.
Esse simples exemplo demonstra como ajustes antecipados podem preservar ganhos e evitar perdas líquidas.
Apesar das oportunidades, é fundamental avaliar riscos de crédito e liquidez. Analisar ratings de emissores em debêntures e fundos é essencial para evitar surpresas desagradáveis.
Além disso, a complexidade de estruturas fiscais e holdings exige orientação de profissionais qualificados, como tributaristas e contadores, para garantir conformidade e evitar autuações.
O horizonte tributário para renda fixa mudará significativamente a partir de 2026. Investidores que adotarem planejamento financeiro de longo prazo e diversificação inteligente estarão mais bem equipados para enfrentar o novo cenário.
Antecipe alocações, explore isenções ainda vigentes e busque assessoria especializada. Dessa forma, você assegura proteção do patrimônio e resultados consistentes, mesmo em um ambiente tributário mais desafiador.
Referências