Em meio às projeções de instituições financeiras que apontam para um dólar enfraquecido frente ao real em 2026, surge uma janela de oportunidade para investidores brasileiros. Com a cotação de referência atualmente em R$5,58, esse cenário promete permitir entradas mais vantajosas pela menor exposição cambial.
Ao longo deste artigo, exploraremos o contexto macroeconômico, as razões para alocar parte da carteira em dólar e as estratégias práticas para navegar nesse ambiente de forma segura e rentável.
O índice DXY, que mede a força do dólar em relação a moedas desenvolvidas, registrou uma queda de cerca de 9% em 2025. Fatores como a postura comercial e fiscal nos EUA, impulsionada pelas políticas de Donald Trump, além da diversificação global de reservas, contribuíram para esse movimento.
Para 2026, as projeções se concentram em uma tendência de desvalorização gradual, apesar de riscos como mudanças na política monetária norte-americana e eventos geopolíticos. Veja, a seguir, as estimativas de algumas instituições financeiras:
Essas estimativas refletem visões distintas sobre a recuperação econômica dos EUA, a demanda global por commodities e o desempenho do agronegócio brasileiro, que pode oferecer suporte ao real em momentos pontuais.
O dólar acumula séculos de uso como reserva de valor global, garantindo liquidez e aceitação em transações internacionais. Para o investidor brasileiro, as vantagens principais são:
Além disso, a promulgação da Lei 14.754/2023 simplificou a tributação de investimentos offshore para pessoas físicas, tornando mais atrativo o acesso a produtos internacionais.
Definir uma parcela de dólar na carteira permite aproveitar a construir posição de forma gradual, suavizando o impacto das oscilações cambiais. Uma regra prática é destinar cerca de 10% do patrimônio a ativos dolarizados, migrando 1% ao mês para formar preço médio.
Combinar renda fixa e renda variável conforme o perfil de risco e contar com gestão profissional em fundos especializados pode otimizar retornos e fortalecer a alocação cambial.
Investir em dólar não é isento de desafios. É fundamental conhecer os riscos para adotar medidas de proteção:
Para mitigar esses riscos, recomenda-se:
• Manter uma alocação estratégica de longo prazo, ajustando apenas em situações excepcionais.
• Diversificar em múltiplas classes de ativos, não concentrando todo o investimento em dólar.
• Acompanhar publicações de analistas, relatórios econômicos e cenários políticos para agir com agilidade.
Diante de um cenário favorável de desvalorização gradual do dólar em 2026, investidores brasileiros têm a chance de adquirir moeda estrangeira a preços atrativos e proteger o patrimônio contra oscilações do real.
A combinação de proteção eficaz contra crises locais, acesso a oportunidades globais e diversificação inteligente faz do dólar um componente essencial em qualquer carteira bem estruturada. Independentemente do momento cambial, iniciar ou ampliar a exposição hoje pode ser a chave para um portfólio mais equilibrado e resiliente.
Referências