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Explorando o Universo dos Fundos de Investimento em Ações

Explorando o Universo dos Fundos de Investimento em Ações

28/02/2026 - 10:02
Yago Dias
Explorando o Universo dos Fundos de Investimento em Ações

Em um cenário de incertezas políticas e oscilações econômicas, os fundos de ações emergem como protagonistas para quem busca potencial de retorno elevado e diversificação profissional. Neste artigo, vamos desvendar conceitos, estratégias e cenários para 2026, oferecendo insights práticos e inspirações para você potencializar seus resultados.

O que são Fundos de Ações?

Os Fundos de Investimento em Ações (FIA) são veículos coletivos que aplicam, obrigatoriamente, no mínimo 67% do patrimônio líquido em ações, recibos de ações, cotas de fundos de índice ou BDRs negociados na B3, conforme a regulamentação da CVM. Ao optar por um FIA, o investidor transfere a seleção, o acompanhamento e o rebalanceamento de uma carteira de renda variável a profissionais especializados.

Seu foco está na renda variável, com riscos associados à flutuação dos preços dos papéis. Por isso, são indicados a perfis moderados e arrojados, com horizonte de investimento de médio a longo prazo. Além da diversificação, esses fundos oferecem liquidez diária e, em muitos casos, taxas de administração compatíveis com a complexidade da gestão.

Tipos e Estratégias Principais

A diversidade de FIA no mercado permite que o investidor escolha abordagens alinhadas a suas expectativas de risco e retorno. Dentre as estratégias mais populares, destacam-se:

  • Setoriais: focados em segmentos como tecnologia, infraestrutura ou saúde.
  • Dividendos: priorizam empresas com histórico de proventos consistentes.
  • Valor: buscam ações negociadas abaixo do valor intrínseco de mercado.
  • Small/Mid Caps: apostam em empresas de menor liquidez e maior volatilidade.
  • Índice Ativo: tentam superar benchmarks como o Ibovespa com táticas de seleção e timing.

Cada estratégia carrega seu perfil de risco. Por exemplo, fundos de small caps podem registrar oscilações diárias superiores a 5%, enquanto dividendos tendem a oferecer uma volatilidade um pouco menor, compensada por rendimentos periódicos.

Desempenho Histórico e Projeções para 2025-2026

O ano de 2025 foi marcado por uma alta superior a 30% no Ibovespa, impulsionada por lucros corporativos robustos e expectativas de retomada econômica global. Nesse ambiente, muitos FIA superaram a casa dos 50% em rentabilidade acumulada.

Alguns dos fundos que mais se destacaram no ranking de FIA foram:

  • Brasil Plural FMP FGTS Vale do Rio Doce – 72,82%
  • Safra Infraestrutura FIA – 72,49%
  • Kapitalo Tarkus Advisory FIC FIA – 67,68%
  • HIX Capital SPO V FI em Ações – 70,42%
  • Bradesco Fundamental 2 – 60,77%

Para 2026, analistas apontam para uma possível correção de curto prazo após o rally de 2025. Ainda assim, valuation atraentes e resultados empresariais sólidos devem sustentar o apelo de longo prazo. A proximidade de um ano eleitoral deve intensificar a volatilidade, criando janelas de oportunidade para gestores habilidosos.

Riscos e Oportunidades em Ano Eleitoral

Em anos de eleição presidencial, o mercado tende a registrar maiores oscilações, reflexo de incertezas sobre políticas econômicas futuras. Entre os principais riscos, destacam-se:

  • Impactos de propostas fiscais ou mudanças regulatórias súbitas.
  • Oscilações de curto prazo no câmbio e nas taxas de juros.
  • Alterações no apetite de investidores estrangeiros.

Por outro lado, momentos de queda acentuada podem permitir a aquisição de papéis com descontos favoráveis, beneficiando especialmente fundos de valor e small caps, preparados para surfar a recuperação subsequente.

Recomendações por Perfil de Investidor

A escolha de um FIA deve levar em conta seu grau de conforto com riscos e seu objetivo financeiro. Veja a seguir sugestões indicativas:

  • Conservador: evite FIA puros; prefira multimercados conservadores ou fundos de renda fixa indexados.
  • Moderado: combine ETFs de renda fixa com uma parcela em FIA de dividendos para buscar retorno real acima da inflação.
  • Arrojado: aloque parte em FIA de small caps, BDRs e fundos focados em tecnologia e infraestrutura.

É fundamental revisar periodicamente o portfólio, ajustando proporções conforme seu objetivo de retorno e a conjuntura econômica.

Tendências Emergentes

No horizonte dos próximos anos, algumas megatendências devem moldar o universo dos fundos de ações:

Fundos ESG ganham espaço, atraindo investidores preocupados com critérios ambientais, sociais e de governança. Empresas focadas em transição energética, inovação sustentável e transparência estão no radar desses produtos.

Outra linha em evolução é a dos fundos globais, que oferecem diversificação internacional e exposição a mercados desenvolvidos, reduzindo correlação com o ciclo brasileiro. A integração de ativos alternativos, como infraestrutura privada e private equity, também deve crescer em FIA sofisticados.

Dicas Práticas para Investir em FIA

Para navegar com segurança nesse universo, considere as seguintes orientações:

  • Analise sempre o histórico do gestor e o patrimônio sob gestão para avaliar consistência.
  • Compare as taxas de administração e performance, buscando equilíbrio entre custo e qualidade de gestão.
  • Monitore benchmarks como Ibovespa, IDIV e IFIX para entender relatórios de desempenho.
  • Mantenha uma reserva de liquidez em produtos de renda fixa para aproveitar janelas de compra em quedas de mercado.

Com disciplina e uma visão de longo prazo, os fundos de ações podem se tornar um pilar sólido no seu portfólio, proporcionando acesso a oportunidades que dificilmente estariam ao alcance de um investidor individual.

Explorar o universo dos FIA é, acima de tudo, abraçar o potencial de crescimento das empresas listadas na B3, aliando estratégia, profissionalismo e paciência. Que 2026 seja o ano em que você transforme desafios em lucros e alcance novos patamares em sua jornada financeira.

Yago Dias

Sobre o Autor: Yago Dias

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