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Entenda os Tipos de Renda Fixa: De Letras Financeiras a CRIs

Entenda os Tipos de Renda Fixa: De Letras Financeiras a CRIs

16/01/2026 - 18:45
Matheus Moraes
Entenda os Tipos de Renda Fixa: De Letras Financeiras a CRIs

Investir em renda fixa pode parecer simples, mas envolve diversas opções e características que influenciam diretamente seus resultados. Este guia completo vai ajudar você a navegar por esse universo de forma clara e prática.

Introdução à Renda Fixa

Renda fixa são

investimentos com regras de rendimento definidas, garantindo previsibilidade ao aplicar seu capital. Em geral, dividem-se em três tipos principais por rentabilidade: prefixada, pós-fixada e híbrida (atrelada à inflação).

Os objetivos mais comuns incluem reserva de emergência, para períodos de até dois anos, e planejamento de longo prazo, acima de cinco anos, visando aposentadoria ou proteção patrimonial.

  • Tesouro Direto
  • CDB
  • Debêntures
  • Fundos de renda fixa
  • LCI
  • LCA
  • CRI
  • CRA
  • Poupança
  • LC
  • LF

Classificação por Rentabilidade

Cada tipo de título oferece uma forma diferente de remuneração, influenciando perfil de risco e expectativa de ganhos.

O investidor deve avaliar objetivos e horizonte antes de escolher entre essas categorias.

Principais Títulos: Letras Financeiras e CRIs

Dentro do mercado privado, destacam-se as Letras Financeiras e os Certificados de Recebíveis Imobiliários, cada um com características próprias.

Letras Financeiras (LF)

As Letras Financeiras são títulos emitidos por bancos e cooperativas, com prazo mínimo de dois anos e sem opção de resgate antecipado. O investidor empresta recursos em troca de juros baseados no CDI, geralmente acima de outras alternativas de crédito.

Suas características chave envolvem:

  • Investimento mínimo: R$ 50 mil
  • Prazo mínimo de aplicação: 2 anos
  • Rentabilidade: pós-fixada atrelada ao CDI
  • Classes: Sênior e Subordinada

Entre suas vantagens mais relevantes estão alta rentabilidade comparada a LCI/LCA, alíquota de IR reduzida a 15% para prazos acima de 720 dias e ausência de taxas extras. Em contrapartida, o investidor enfrenta sem liquidez antes do vencimento e risco de crédito do emissor, já que não há garantia do Tesouro.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

Os CRIs são lastreados em recebíveis de projetos imobiliários e oferecem isenção fiscal. Podem ser estruturados como

títulos pós-fixados ou híbridos, mesclando taxa fixa e inflação. O risco costuma ser maior que em títulos públicos, mas a isenção de IR aumenta a atratividade para investidores de maior patrimônio.

Outros Títulos Relacionados

Para compor uma carteira diversificada, é importante conhecer outras opções de renda fixa no mercado privado:

  • CDB: pós-fixado (CDI/Selic), garantido pelo FGC
  • LCI/LCA: isentos de IR, crédito imobiliário ou agronegócio
  • CRA: similar ao CRI, mas voltado ao agronegócio
  • Debêntures: dívidas privadas, incluindo incentivadas isentas de IR
  • LC: emitida por financeiras, com características semelhantes ao CDB
  • Poupança: sem incidência de IR, rendimento limitado

Tipos de Fundos de Renda Fixa

A ANBIMA classifica fundos em níveis que definem sua carteira e objetivo principal. Entre os mais comuns, temos:

  • Simples: focados em títulos públicos para quem começa
  • Referenciados: 95% da carteira atrelada a CDI ou Selic
  • Crédito: maior exposição a debêntures, CRI/CRA, com retorno e risco superiores
  • Dívida Externa: 80% de ativos em dívida externa, sujeito ao risco cambial
  • Curto Prazo: baixa duration, ideal para reserva de liquidez imediata

Tributação e Isenções

Em geral, os investimentos seguem uma tabela regressiva de IR:

Até 180 dias: 22,5% / 181-360 dias: 20% / 361-720 dias: 17,5% / acima de 720 dias: 15% de alíquota máxima.

São isentos de imposto de renda os CRI, CRA, debêntures incentivadas, LCI, LCA e poupança. Já as LF e os CDBs sofrem tributação conforme os prazos definidos.

Riscos e Recomendações

Os principais riscos envolvem crédito do emissor (inadimplência), marcação a mercado em caso de venda antecipada e variação cambial em títulos externos. Títulos do Tesouro Direto contam com a garantia do governo, enquanto produtos privados contam com o garantia do Fundo Garantidor até R$ 250 mil por instituição.

Para escolher, considere o horizonte, perfil e acompanhe taxas por meio de plataformas de investimento.

Números e Exemplos Práticos

Suponha R$ 10 mil investidos em título prefixado a 11% ao ano: independentemente da Selic, você terá ganho fixo ao final do período.

Em uma aplicação híbrida de R$ 2 mil, você receberá o IPCA acumulado mais uma taxa fixa, garantindo proteção ao poder de compra.

Ao analisar uma LF, lembre-se do aporte mínimo de R$ 50 mil e do prazo de 2 anos, optando por spreads mais altos do que LCI/LCA.

Com estas informações, você poderá montar uma carteira mais sólida e diversificada em renda fixa, equilibrando riscos, prazos e objetivos financeiros.

Matheus Moraes

Sobre o Autor: Matheus Moraes

Matheus Moraes