Em um mundo cada vez mais conectado e exigente, a logística tem enfrentado desafios sem precedentes. Desde a complexidade do transporte internacional até a rastreabilidade de cada item, as cadeias de suprimentos tradicionais revelam limitações que impactam custos, prazos e sustentabilidade.
Nos últimos anos, as criptomoedas e a tecnologia blockchain emergiram como forças capazes de remodelar esse cenário. Em 2026, a consolidação de soluções práticas comprova que não se trata mais de promessas, mas de transparência e eficiência operacional reais, trazendo ganho de velocidade e redução de custos.
O mercado global de blockchain para rastreabilidade na cadeia de suprimentos alcançou USD 4,56 bilhões em 2026, impulsionado pelo crescimento anual de 31,6% até 2035. Já o segmento geral de blockchain supply chain atingiu USD 1,77 bilhão, com taxa CAGR de 47,65% até 2031. Essas cifras evidenciam que empresas e governos adotam cada vez mais um modelo baseado em dados imutáveis e interoperabilidade.
As stablecoins surgem como pilar para operações logísticas transfronteiriças. Com volume negociado de USD 47,6 trilhões em 2025 e perspectiva de dobrar até 2028, esses ativos digitais oferecem liquidez imediata e pagamentos transfronteiriços de baixo custo, sem a volatilidade comum das criptomoedas puras.
O cerne da revolução logística está no uso de blockchain para tornar cada etapa auditável e imutável. Ao registrar informações em um livro-razão distribuído, empresas ganham registro imutável de todas as transações e rastreamento em tempo real global, fortalecendo confiança e agilizando processos aduaneiros.
Projetos como IBM Food Trust demonstram cortes de até 90% no tempo de processamento de faturas, enquanto VeChain registra dados de fazendeiros a grandes marcas desde 2019. A tokenização de Real World Assets na Ethereum já movimenta USD 12,7 bilhões em títulos e fundos, com 52% de participação de mercado.
Além disso, a combinação de IA com blockchain cria previsões de demanda mais precisas, promovendo processos logísticos mais sustentáveis e resilientes. A adoção institucional cresce com ETFs de criptomoedas e fluxos de capital de Wall Street, consolidando a infraestrutura descentralizada e segura como padrão global.
A América Latina liderou em adoção de criptomoedas em 2025, com crescimento de 63%, especialmente no Brasil, onde bancos e VASPs já operam sob regulação do Banco Central. Esse movimento abre espaço para pagamentos em stablecoins e integração de pequenas e médias empresas ao mercado global.
Em 2026, observa-se um cenário mais pragmático: as tecnologias deixam de ser experimentais e tornam-se partes integrantes da infraestrutura logística. A descentralização reduz intermediários, mitiga riscos de fraude e combate ineficiências crônicas de faturamento e transporte.
À medida que a rede de soluções cresce, empresas de todos os portes se beneficiam. Desde startups que usam tokenização para liberar capital de giro até gigantes do varejo que garantem origem ética de produtos, a revolução é abrangente e acelera a adoção em todas as frentes.
Para líderes e profissionais de logística, a mensagem é clara: quem abraçar essa nova era colherá vantagens competitivas duradouras. A jornada rumo a uma cadeia global mais transparente, sustentável e eficiente está apenas começando.
Referências