Em um cenário global marcado por incertezas macroeconômicas e tensões políticas, identificar empresas que possam oferecer segurança e rendimento consistente é essencial. Este artigo explora como construir uma carteira defensiva adaptada a 2026, aproveitando cortes de juros e oportunidades em setores resilientes.
Em 2026, o Brasil enfrenta uma persistente crise fiscal brasileira, com dívida pública elevada e necessidade recorde de financiamentos semanais. As projeções do UBS indicam que um rota de recuperação baseada em confiança poderá desencadear um ciclo virtuoso de crescimento econômico, fortalecendo o câmbio, mantendo a inflação controlada e abrindo espaço para cortes de juros pelo Copom.
Nos Estados Unidos, o crescimento de 2-2,25% dependerá do giro setorial pós-cortes de juros, com investidores migrando recursos de tecnologia e IA para setores tradicionais. A China, por sua vez, tende a manter um ritmo de 5%, impulsionado por energia verde e inteligência artificial, compensando a fraqueza do setor imobiliário.
Globalmente, o risco de recessão é elevado. Tarifas americanas agravam a desaceleração, e bloqueios esporádicos na China pressionam as cadeias de suprimento. Nesse contexto, ativos defensivos tornam-se fundamentais para preservar capital e garantir fluxo de caixa estável.
Empresas capazes de atravessar crises compartilham algumas qualidades-chave:
Setores como bancos, energia, seguros e serviços básicos oferecem essa combinação de segurança e retorno, mesmo em cenários adversos.
Selecionamos cinco empresas que ilustram bem o conceito de resiliência em mercados turbulentos. Cada uma apresenta fundamentos robustos e projeções favoráveis após a expectativa de redução da Selic a partir de março.
Para fortalecer seu portfólio, a diversificação entre papéis defensivos e seletivos é crucial. Recomendamos alocar entre 30% e 40% em ações que apresentem as características descritas, enquanto o restante pode ser direcionado a setores com maior potencial de valorização pós-juros.
Observe o momento das decisões políticas no Brasil. A eleição presidencial de 2026 será decisiva para definir a teto de gastos fiscais rígido e a credibilidade necessária para avançar rumo a grau de investimento.
Ainda há pontos de atenção antes de confirmar a alocação defensiva:
Manter um olhar atento às próximas reuniões do Copom e aos relatórios da Fitch Ratings é fundamental para ajustar posições em tempo hábil.
Referências