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Ações que Resistem à Recessão: Fortalecendo seu Portfólio

Ações que Resistem à Recessão: Fortalecendo seu Portfólio

26/01/2026 - 12:17
Yago Dias
Ações que Resistem à Recessão: Fortalecendo seu Portfólio

Em um cenário global marcado por incertezas macroeconômicas e tensões políticas, identificar empresas que possam oferecer segurança e rendimento consistente é essencial. Este artigo explora como construir uma carteira defensiva adaptada a 2026, aproveitando cortes de juros e oportunidades em setores resilientes.

Cenário Macroeconômico para 2026

Em 2026, o Brasil enfrenta uma persistente crise fiscal brasileira, com dívida pública elevada e necessidade recorde de financiamentos semanais. As projeções do UBS indicam que um rota de recuperação baseada em confiança poderá desencadear um ciclo virtuoso de crescimento econômico, fortalecendo o câmbio, mantendo a inflação controlada e abrindo espaço para cortes de juros pelo Copom.

Nos Estados Unidos, o crescimento de 2-2,25% dependerá do giro setorial pós-cortes de juros, com investidores migrando recursos de tecnologia e IA para setores tradicionais. A China, por sua vez, tende a manter um ritmo de 5%, impulsionado por energia verde e inteligência artificial, compensando a fraqueza do setor imobiliário.

Globalmente, o risco de recessão é elevado. Tarifas americanas agravam a desaceleração, e bloqueios esporádicos na China pressionam as cadeias de suprimento. Nesse contexto, ativos defensivos tornam-se fundamentais para preservar capital e garantir fluxo de caixa estável.

Características das Ações Resilientes

Empresas capazes de atravessar crises compartilham algumas qualidades-chave:

  • empresas com geração de caixa estável, suportando volatilidade;

Setores como bancos, energia, seguros e serviços básicos oferecem essa combinação de segurança e retorno, mesmo em cenários adversos.

Principais Ações Defensivas para 2026

Selecionamos cinco empresas que ilustram bem o conceito de resiliência em mercados turbulentos. Cada uma apresenta fundamentos robustos e projeções favoráveis após a expectativa de redução da Selic a partir de março.

Estratégias de Montagem de Carteira

Para fortalecer seu portfólio, a diversificação entre papéis defensivos e seletivos é crucial. Recomendamos alocar entre 30% e 40% em ações que apresentem as características descritas, enquanto o restante pode ser direcionado a setores com maior potencial de valorização pós-juros.

Observe o momento das decisões políticas no Brasil. A eleição presidencial de 2026 será decisiva para definir a teto de gastos fiscais rígido e a credibilidade necessária para avançar rumo a grau de investimento.

  • Realocar gradualmente recursos conforme cortes de juros.
  • Monitorar desempenho de dividendos em renda fixa e variável.
  • Balancear liquidez para aproveitar oportunidades táticas.

Riscos Residuais e Monitoramento

Ainda há pontos de atenção antes de confirmar a alocação defensiva:

  • Ambiente político genuinamente volátil, afetando confiança.
  • Emissões recorde do Tesouro Nacional, elevando oferta de títulos.
  • Impactos de tensões geopolíticas sobre cadeias de suprimento.

Manter um olhar atento às próximas reuniões do Copom e aos relatórios da Fitch Ratings é fundamental para ajustar posições em tempo hábil.

Conclusão

  • Fortalecer portfólio com cinco ações resilientes citadas.
  • Manter 30-40% em papéis defensivos.
  • Monitorar decisões do Copom e relatórios de agências.
  • Acompanhar evolução da crise fiscal e da inflação.
Yago Dias

Sobre o Autor: Yago Dias

Yago Dias