No universo dos investimentos, existe uma máxima eterna: preço é o que se paga e valor é o que se recebe. A filosofia de Value Investing convida o investidor a buscar empresas cujo preço de negociação esteja substancialmente abaixo do seu valor real.
O Value Investing nasceu com Benjamin Graham, considerado o pai dessa estratégia. Em suas obras, Graham defendeu a importância de métodos matemáticos aliados à prudência comportamental.
Warren Buffett, discípulo de Graham, aprimorou a abordagem ao definir fluxos de caixa descontados como base para calcular o valor justo de um negócio. Hoje, Buffett é o maior exemplo vivo dos resultados alcançados por essa filosofia.
O cerne do Value Investing apoia-se em quatro pilares fundamentais:
Além da análise quantitativa, os investidores valorizam aspectos qualitativos, como a cultura organizacional e a competência da equipe de gestão.
O método mais utilizado é o desconto dos fluxos de caixa futuros, ajustando cada projeção pela taxa de retorno exigida.
Por exemplo, ao estimar fluxos de caixa de €100k no primeiro ano até €180k no quinto, mais um valor terminal de €1.661.166, com taxa de desconto de 10%, obtemos um valor presente de aproximadamente €2.215.581.
Se a ação cotar abaixo desse valor, existe espaço para compra com diferença entre preço pago e valor real recebido, reduzindo riscos e potencializando ganhos.
A capacidade de isolar cenários recuperáveis permite aproveitar o medo do mercado como aliada para garantir margem de segurança.
Ser um investidor de valor é, antes de tudo, tornar-se sócio de bons negócios, com paciência para colher resultados e disciplina para ignorar o ruído do mercado.
Adotar o Value Investing exige coragem para nadar contra a maré emocional e convicção de que, no longo prazo, a balança sempre tende a equilibrar preço e valor.
Referências